Salário do futebol feminino brasileiro se equipara ao da Série C masculina

São Paulo – Os gritos por igualdade salarial que marcaram o título dos Estados Unidos no Mundial de Futebol Feminino têm eco no Brasil. Por aqui, homens também ganham mais do que mulheres. Nos grandes clubes, eles recebem muito mais mesmo. Enquanto a folha de pagamentos dos gigantes de São Paulo giram entre R$ 10 milhões, os gastos com os times femininos ainda são da ordem de R$ 100 mil. É uma diferença de cem vezes. Portanto, brutal. No caso dos times menores, a remuneração das jogadoras oscila e é compatível com a dos homens das Séries B, C e até D do Campeonato Brasileiro.

De acordo com informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) da Secretaria da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia (antigo Ministério do Trabalho), os salários de mulheres são de R$ 2.556,34. No caso dos homens, R$ 5.577,53. Ou seja: os homens ganham 118% a mais. A amostragem é de dez mil profissionais pesquisados.

“Elas têm salários comparados com jogadores da Série B ou até uma série inferior, infelizmente”, diz Thaís Picarte, goleira do Santos e vice-presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais de Futebol do Município de São Paulo. “Essa diferença salarial é um absurdo. Pior é que não sei se a gente vai conseguir igualar isso algum dia”, diz Cristiane, do São Paulo. “Lá fora, a situação é a mesma. Dificilmente, você encontra uma atleta que ganhe 15 mil euros ou uns R$ 60 mil”, diz a ex-jogadora do PSG, o mesmo time de Neymar.

Questionado pelo Estado sobre a diferença salarial, Marco Aurélio Cunha, coordenador das seleções femininas da CBF, citou jogos recentes que não tiveram cobrança de ingressos do futebol feminino. “São unidades de negócio diferentes. Um é consolidado e lucrativo no País; o outro está em formação e ainda precisa de investimentos. Eles podem ser iguais financeiramente?”, questiona.

O professor Eduardo Carlassara, doutorando da Escola de Educação Física e Esporte da USP, concorda que o modelo de negócio precisa ser repensado. “A diferença de remuneração entre os gêneros está atrelada à procura e ao preço dos ingressos. Na Rio-2016, os ingressos para as competições masculinas eram 33% mais caros do que as femininas. Isso pode influenciar na remuneração”, explica.

Além dos baixos salários, muitas não têm registro profissional. Entre os 52 clubes que disputam o Brasileiro feminino, menos de 10% assinam a carteira das atletas. Sem registro, a jogadora não tem acessos aos direitos trabalhistas. Pior: não consegue recorrer aos benefícios do INSS quando sofre uma contusão grave, por exemplo. “Uma colega ficou nove meses esperando uma ressonância e mais de um ano para conseguir a cirurgia”, conta Thais.

Essas dificuldades não se limitam aos clubes menores ou equipes recém-criadas por exigência da CBF, mas atingem as atletas da seleção que permanecem no País. As jogadoras do Corinthians, por exemplo, assinaram um acordo de prestação de serviços com duração de um ano.

Marco Aurélio Cunha reconhece a falta de profissionalização no Brasil. “Ainda é uma atividade semiprofissional. Se exigirmos isso (carteira assinada) de todos, não haverá chance de sobrevivência de muitos clubes”, argumenta o dirigente.

Aline Pellegrino, diretora de futebol feminino da Federação Paulista de Futebol (FPF), defende que todas as condições precisam melhorar. “Temos de focar em aumentar o número de campeonatos, principalmente nas categorias de base, e focar na estrutura para os treinamentos e partidas”, afirma.

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Neymar de saída do PSG? O bilionário mundo paralelo do futebol

A imprensa esportiva e as colunas sociais começam a segunda-feira com uma grande pauta em vista: o atacante brasileiro Neymar continuará no Paris-Saint Germain (PSG), ou buscará um novo clube? Uma nova transferência de Neymar, jogador mais caro da história do futebol, deve estimular ainda mais a onda de gastos bilionários no esporte mais popular do planeta. Enquanto as dúvidas sobre o crescimento da Europa e da economia global seguem firmes e fortes, os clubes de futebol do continente não param de gastar.

Neymar se reapresentou ao PSG nesta segunda-feira, uma semana depois do restante do elenco, e deve ter uma conversa sobre seu futuro com o diretor do clube francês, o ex-jogador brasileiro Leonardo. Segundo a imprensa esportiva espanhola, Neymar tenta forçar uma saída para seu ex-clube, o Barcelona, enquanto o PSG bate o pé pelo cumprimento do contrato assinado há dois anos e que inclui o uso da imagem do brasileiro como garoto propaganda da próxima Copa do Mundo, em 2022, no Catar — o governo do país é dono do PSG.

Neymar foi contratado pelo PSG em 2017 por 222 milhões de euros, na transação mais cara da história. Os valores de uma nova troca podem girar em torno de 600 milhões de euros pelos próximos cinco anos — os dois lados não confirmam os valores. Mesmo que a venda não seja confirmada, a atual janela de transferências europeias reforça a tendência de gastos estratosféricos.

Em 2018, o Barcelona pagou 145 milhões de euros por outro brasileiro, o meia Philippe Coutinho, e outros 125 milhões pelo atacante francês Dembélé. Também ano passado, o PSG pagou 135 milhões de euros pelo atacante francês Mbappé. Agora em julho, o Atlético de Madrid comprou o atacante português João Félix do Benfica por 126 milhões de euros, e recebeu outros 120 milhões de euros do Barcelona pelo meia francês Griezmann. A lista pode engordar com a possível ida de outro francês, o meia Pogbá, para o Real Madrid por 160 milhões de euros.

A euforia de gastos no futebol europeu tem relação com a chegada de um grupo de bilionários da Ásia, da Rússia, dos EUA e do Oriente Médio ao comando de times tradicionais, Chelsea, Milan, Manchester United, PSG. Para reforçar seus elencos, eles acabaram inflando o mercado. Os gastos têm objetivos esportivos, mas não só.

Desde que iniciou uma onda de investimentos, há cinco anos, o Manchester United não ganhou títulos relevantes, mas ainda assim subiu na lista de equipes esportivas mais valiosa do planeta, da revista Forbes. Está em segundo lugar, atrás apenas do Dallas Cowboys, time de futebol americano. Real Madrid e Barcelona vêm logo atrás, deixando para trás times de beisebol, basquete e futebol americano.

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Nova York festeja campeãs mundiais com pedidos de igualdade salarial

Entre gritos de “USA”, apelos pela igualdade salarial e sob uma chuva de papel picado, a seleção feminina de futebol dos Estados Unidos, campeã do mundo pela quarta vez, foi recebida com festa nesta quarta-feira por milhares de pessoas em um desfile em Nova York.

“Igualdade salarial!”, gritava a multidão às jogadoras, sendo que um dos caminhões carregava um grande letreiro onde se lia “Os desfiles são maravilhosos, mas a igualdade salarial é mais maravilhosa ainda”.

“Quero ouvir vocês: USA! Igualdade de salários!”, gritava também para a multidão o prefeito de Blasio.

A seleção, festejada em todo o país, se tornou também uma grande defensora da igualdade salarial entre homens e mulheres, um assunto que ganha força na era do #MeToo.

A seleção feminina está pedindo à Federação Americana de Futebol na justiça que as jogadoras sejam pagas da mesma maneira que os homens.

Na semana passada, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, propôs o dobro do orçamento destinado às jogadoras na próxima Copa do Mundo feminina, que foi de 30 milhões de dólares este ano, bem abaixo dos 400 milhões para o mundial masculino de 2018.

“Ver todas estas meninas gritando ‘igualdade salarial!’ é realmente incrível”, disse encantada Bianca Sherr, uma torcedora que vestia a camisa branca da seleção. O desfile, que durou cerca de uma hora, é uma tradição de 130 anos de Nova York para homenagear grandes personalidades.

Comemoração

As jogadoras, que vestiam camisetas pretas idênticas com a inscrição “Campeãs do mundo” em dourado, saudaram a multidão em um desfile em carro aberto pelas ruas do sul da cidade, desde o Battery Park até a prefeitura.

Descontraídas e sorridentes, algumas se aproximaram do público e assinaram camisetas e capas de celulares. Na manhã ensolarada de verão, os funcionários dos arranha-céus por onde as campeãs passavam atiraram papel picado para homenageá-las.

A jogadora mais conhecida da equipe, Megan Rapinoe, reproduziu durante o desfile a icônica pose da comemoração de seus gols e que repetiu quando recebeu o troféu da Copa do Mundo. “Esta equipe é tão forte, tão dura, tem tanto senso de humor, é tão fantástica”, disse Rapinoe à multidão reunida na prefeitura.

“Temos o cabelo rosa e violeta. Temos tatuagens, cabelos rastas. Tem meninas brancas, negras e tudo no meio. Meninas heterossexuais e gays”, acrescentou. “Megan para presidente”, dizia o cartaz de um fã, Jeff Strong.

A equipe voltou da França na segunda-feira, 24 horas depois de vencer a Holanda na final por 2 a 0, conquistando assim sua quarta Copa do Mundo (1991, 1999, 2015 e 2019), um recorde histórico.

As camisas com as quatro estrelas não param de ser vendidas. Segundo a Nike, que veste a seleção americana, a camisa branca da equipe bateu um recorde mundial de vendas em uma temporada no site oficial da marca (mais do que qualquer clube ou seleção nacional masculinos ou femininos).

“Adoro a personalidade e a impressão que deixam juntas no campo”, disse à AFP Gracie Taylor, uma menina que participou do desfile com seu pai.

“Para estas meninas, ter um modelo, ver as jogadoras na televisão fazendo grandes coisas ou estar aqui é algo enorme”, avaliou Scott Neverett, ex-jogador de futebol na universidade, que assistiu ao desfile com sua filha Olivia.

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, pré-candidato democrata à presidência dos EUA nas eleições de 2020, se juntou às jogadoras no desfile, e em seguida foi o anfitrião na prefeitura, onde entregou a elas as chaves da cidade.

Nos próximos meses a seleção nacional feminina de futebol vai percorrer várias cidades do país, começando mais tarde nesta quarta-feira por Los Angeles para participar da versão esportiva do Oscar, os prêmios ESPYS.

A seleção vai jogar uma série de cinco amistosos internacionais em uma “Turnê da Vitória”, começando contra a Irlanda no dia 3 de agosto em Pasadena, Califórnia. Uma escala improvável nessa excursão é a Casa Branca.

Rapinoe não poupou críticas ao presidente Donald Trump, e no mês passado disse que não aceitaria um convite do mandatário para visitar a Casa Branca se a seleção feminina ganhasse a Copa do Mundo. Trump respondeu que Rapinoe deveria “primeiro ganhar antes de falar”.

“Eu não iria (à Casa Branca) e tampouco todas as companheiras de equipe com as quais conversei abertamente”, disse Rapinoe no programa “Anderson Cooper 360º” da rede CNN.

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Alibaba vai doar R$ 550 milhões para futebol feminino na China

O até então esquecido futebol chinês ganhou notoriedade nos últimos anos depois que clubes chineses começaram a fazer ofertas bilionárias pelos melhores jogadores do mundo. Agora, no futebol feminino, o varejista de comércio eletrônico Alibaba quer usar parte de seu poderio econômico para impulsionar também o futebol feminino.

O Alipay, braço de pagamentos online do Alibaba (que também é dono de sites como o AliExpress), anunciou que vai doar 1 milhão de yuans (cerca de 145 milhões de dólares ou 552 milhões de reais) para o desenvolvimento do futebol feminino na China.

A empresa reiterou que o valor se trata de fato de uma doação, e não de um patrocínio, de modo que não vem com contrapartidas como anúncios no uniforme ou nos jogos.

O dinheiro será gerido pela Confederação Chinesa de Futebol, em conjunto com a Fundação Alipay e as fundações dos co-fundadores do Alibaba, Jack Ma e Joe Tsai (hoje presidente e vice-presidente do grupo, respectivamente).

O Alipay afirmou que o dinheiro será usado “em algumas áreas chave”, como o desenvolvimento de jovens jogadoras, o treinamento de técnicos e o fortalecimento da seleção chinesa feminina.

Na Copa do Mundo realizada neste ano na França, a seleção chinesa caiu ainda nas oitavas de final, perdendo para a Itália por 2×0. Na fase de grupos, a seleção fez uma campanha de poucos gols, perdendo para a Alemanha por 1×0, empatou com a Espanha em 0x0 e venceu a África do Sul por 1×0.

O torneio terminou neste domingo, 7, com a seleção dos Estados Unidos sagrando-se tetracampeã da competição, vencendo a seleção da Holanda por 2×0.

As americanas, líderes do ranking de seleções da FIFA (federação internacional de futebol), eram grandes favoritas ao título. A seleção chinesa, por sua vez, é apenas a 16a seleção no ranking da FIFA.

Na década de 1990, a seleção chinesa feminina viveu momentos melhores do que atualmente, chegando à final da Copa do Mundo de 1999 e das Olimpíadas de 1996 (em ambas, foi derrotada na final justamente pela seleção dos Estados Unidos).

Alibaba e o futebol

O investimento de 1 bilhão de yuans anunciado agora é o maior já feito no futebol feminino chinês, segundo o Alipay. O magnata chinês Jack Ma, fundador e presidente da Alibaba, disse em comunicado que o objetivo da ação é fazer o futebol “mais sustentável e acessível para meninas e mulheres ao redor do país”.

Não é a primeira vez que o Alibaba e o Alipay relacionam suas marcas ao futebol, embora seja a primeira relação direta com o futebol feminino.

Em novembro, o Alipay fez um acordo de patrocínio de 200 milhões de euros com a UEFA, federação europeia de futebol, para ser a empresa de pagamentos oficial nos torneios organizados pela entidade.

O Alibaba também financiou o time de futebol masculino chinês Guangzhou Evergrande, que foi o primeiro da história do futebol chinês a se classificar para o Mundial de Clubes da FIFA, em 2013.

China campeã em 2050?

O futebol vive uma expansão na China nos últimos anos depois que o governo do presidente chinês Xi Jinping, um grande entusiasta do futebol, lançou em 2016 um plano para o desenvolvimento do futebol chinês.

Os objetivos são ambiciosos e a China espera, até 2050, estar entre as potências do futebol mundial e inclusive apta a ganhar uma Copa do Mundo, tanto no masculino quanto no feminino.

A Superliga Chinesa, primeira divisão do campeonato de futebol masculino do país, vale hoje 575 milhões de euros, segundo o site de monitoramento de transferências Transfermarkt. É mais do que times europeus como o italiano AC Milan (503 milhões de euros), o francês Lyon (376 milhões) ou mesmo o holandês Ajax, semifinalista da última edição da Liga dos Campeões da Europa (442 milhões).

O jogador mais valioso do campeonato chinês de futebol masculino é o volante brasileiro Paulinho, estrela do Shanghai SIPG e que vale 38 milhões de dólares. (Desde 2017, contudo, apenas três jogadores estrangeiros podem ser escalados por partida como titulares, de modo a incentivar o desenvolvimento de jogadores no país. Só 15% dos jogadores da primeira divisão chinesa são estrangeiros).

A popularidade do esporte, de fato, vem crescendo entre os chineses. A Copa do Mundo de futebol feminina teve a maior audiência no país desde 2007, segundo dados da FIFA. Foram 12 milhões de telespectadores, ante 8,5 milhões em 2015 e 1,5 milhão em 2011, datas das últimas edições do torneio.

Na Copa do Mundo masculina do ano passado, a China foi o país com maior número de telespectadores, com 250 milhões de pessoas assistindo (20% da população do país), ainda que a seleção masculina nem sequer tenha se classificado.

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EUA vencem Holanda e conquistam tetracampeonato do Mundial Feminino

Lyon, França – Os Estados Unidos confirmaram o favoritismo neste domingo e derrotaram a Holanda por 2 a 0, em Lyon, no Mundial Feminino da França. O resultado garantiu à equipe norte-americana o inédito tetracampeonato na competição. Os dois gols do título saíram no segundo tempo. Rapinoe, de pênalti, após intervenção do árbitro de vídeo (VAR), e Lavelle marcaram os gols.

As americanas encerram a Copa do Mundo vencendo os sete jogos que disputaram: Tailândia (13 x 0), Chile (3 x 0), Suécia (2 x 0), Espanha (2 x 1), França (2 x 1), Inglaterra (2 x 1) e Holanda (2 x 0).

O quarto título ratifica a hegemonia americana no futebol feminino. Campeões em 1991, 1999, 2015 e, agora em 2019, os EUA ainda acumulam um vice-campeonato (2011), e três terceiros lugares (1995, 2003 e 2007). Ou seja, desde que a modalidade feminina passou a ser disputada, o pior resultado americano nas oito edições foi a medalha de bronze.

Atual campeã da Eurocopa, a Holanda disputou apenas o seu segundo Mundial. Em 2015, no Canadá, o país acabou eliminado pelo Japão, nas oitavas de final.

O JOGO – Os EUA dominaram o primeiro tempo. Com um jogo agressivo e em busca da vantagem no placar desde o começo da final, transformaram a goleira holandesa Van Veenendaal na principal jogadora em campo, com, pelo menos, quatro defesas importantes.

Preocupadas em não sofrer o gol logo nos primeiros minutos da final, as holandesas optaram por uma postura defensiva, cautelosa, deram a posse de bola às americanas e focaram em preencher os espaços no setor defensivo.

O primeiro grande lance da etapa inicial aconteceu aos 27 minutos. A volante Ertz chutou forte e obrigou Van Veenendaal a praticar uma difícil intervenção.

Dez minutos depois, a goleira holandesa faria outras duas boas defesas, após finalizações de Mewis e Morgan. Em seguida, novamente Morgan acertou outro belo chute da entrada da área e Veenendaal se esticou no canto esquerdo para evitar o gol.

No início do segundo tempo, com a intervenção do árbitro de vídeo, os EUA abriram o placar. Aos 12 minutos, Van der Gragt derrubou Morgan dentro da área. A árbitra de campo, Stephanie Frappart (França), que havia marcado apenas escanteio, foi chamada pelo VAR para analisar a imagem na lateral do gramado. Após análise no monitor, marcou pênalti para a seleção americana. Na cobrança, Rapinoe abriu o placar da final.

Em desvantagem, a Holanda deixou a postura defensiva de lado, foi em busca do empate e, no contra-ataque, levou o segundo gol. Aos 23 minutos, Lavelle carregou a bola com liberdade e, da entrada da área, chutou forte no canto esquerdo de Van Veenendaal.

O segundo gol abateu a seleção da Holanda. Então organizada e disciplinada taticamente, começou a deixar espaços no setor defensivo, permitindo que os EUA chegassem com perigo em busca do terceiro gol, que somente não saiu, pelo excessivo capricho americano no momento das finalizações.

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Copa do Mundo feminina chega ao fim neste domingo; veja como assistir

São Paulo – A Copa do Mundo Feminina chega ao fim neste domingo com a decisão entre Estados Unidos e Holanda e motivos de sobra para celebração. A competição foi um sucesso de audiência e visibilidade em todo o mundo, quebrando marcas e superando importantes jogos do masculino. O jogo será às 12h (horário de Brasília) e será transmitido em TV aberta, por Globo e Bandeirantes, e fechada, via SporTV.

O público brasileiro demonstrou grande interesse pela disputa, mesmo depois da eliminação da seleção de Marta. A vitória por 3 a 0 sobre a Jamaica, na abertura no torneio, praticamente dobrou a audiência média daquele horário na TV.

Em São Paulo, foram registrados 19 pontos de audiência na Globo, o que representa 43% dos televisores ligados no canal. Foi um aumento de 9 pontos em comparação à programação normal da emissora às tardes.

A eliminação do Brasil para a França registrou 32 pontos (53% dos televisores ligados), 11 a mais do que a média de maio em partidas do Brasileirão. O sucesso foi tão grande que a Globo decidiu transmitir a final de neste domingo na TV aberta.

A Europa também se rendeu ao futebol feminino. Na BBC, uma das maiores emissoras britânicas, a semifinal entre Inglaterra e EUA foi assistida por 11,7 milhões de telespectadores, enquanto a decisão entre Liverpool e Tottenham, da Liga dos Campeões, foi vista por “apenas” 11,3 milhões, de acordo com dados divulgados pela emissora. Ao todo, 50,8% das TVs ligadas na Inglaterra no momento da semifinal estavam sintonizadas no jogo. Foi então a quarta vez que a competição bateu recorde no canal oficial.

Anteriormente, o auge de audiência da modalidade na Inglaterra ocorreu na Copa de 2015, na derrota da Inglaterra para o Japão, quando 1,7 milhão de pessoas acompanharam o jogo.

Em vários cantos do mundo, a audiência disparou, batendo jogos do masculino. Na Holanda, uma das finalistas, a partida das oitavas, contra o Japão, foi vista por 3,5 milhões de pessoas, número superior à final da Liga das Nações entre Holanda e Alemanha. Nos EUA, o outro finalista, a audiência do canal Fox dobrou em comparação aos dados do Mundial de 2015.

Antes de começar a Copa, a Fifa projetava que 1 bilhão de pessoas assistiriam a disputa. Após os primeiros jogos, admitiu que o número seria maior.

Em busca do tetracampeonato mundial

Tradição e uma nova força decidem neste domingo a Copa do Mundo Feminina, na França. De um lado, os tricampeões Estados Unidos. Do outro, a novata Holanda, que busca a primeira taça, mas chega credenciada pelo título recente da Eurocopa.

Ambas as seleções têm 100% de aproveitamento e prometem um grande jogo. O destaque fica para o fato de os dois times contarem com mulheres como técnicas, algo raro neste Mundial. Das 24 seleções que iniciaram o torneio, apenas nove eram dirigidas por mulheres. Jill Ellis (EUA) e Sarina Wiegman (Holanda) são as finalistas. A campeã vai receber US$ 30 milhões (R$ 114 milhões).

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No mundo, futebol feminino supera masculino dentro e fora do campo

São Paulo – Enquanto no Brasil o futebol feminino ainda está à sombra do masculino, em outros países o cenário é de igualdade ou até de superioridade da modalidade praticada pelas mulheres.

Os Estados Unidos, por exemplo, são os maiores campeões do Mundial Feminino, com três títulos, enquanto a seleção masculina levantou apenas um troféu na história, da Copa Ouro.

O mesmo ocorre no vizinho Canadá, que disputou apenas uma Copa do Mundo masculina e terminou com a pior campanha em 1986. Já na modalidade feminina, a seleção canadense chegou a uma semifinal de Mundial e soma duas medalhas de bronze em Olimpíada.

Na Europa, alguns países começaram a desenvolver o futebol feminino nos últimos anos. A França, anfitriã da Copa deste ano, tem o principal time do mundo: o Lyon, que conquistou em maio sua sexta Liga dos Campeões. Além disso, a equipe conta com a atacante norueguesa Ada Hegerberg, uma das melhores do mundo.

Itália e Espanha estão no mesmo caminho. Nesses países, o futebol feminino passou a receber mais investimento nas últimas temporadas, com a entrada de clubes grandes. Milan, Juventus, Roma, Barcelona e Atlético de Madrid possuem equipes femininas e começaram a atrair torcedores. Consequentemente, as TVs passaram a transmitir os jogos, gerando visibilidade e mais interesse.

Neste contexto, o maior campeão da Liga dos Campeões masculina percebeu que estava ficando para trás e tratou de agir. O Real Madrid confirmou que terá um time feminino no ano que vem. O clube anunciou a fusão com o Deportivo Tacón, equipe feminina fundada em 2014. A brasileira Marta está na mira dos dirigentes.

O duelo entre Atlético de Madrid e Barcelona registrou o recorde de público em um jogo de futebol feminino. No estádio Wanda Metropolitano, 60.739 torcedores acompanharam a vitória do Barcelona por 2 a 0.

Em outros casos, Suécia, Noruega, Japão e China são potências na modalidade e contam com times apenas comuns no masculino.

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Audiência recorde do futebol feminino promete mudar direitos de TV

Os índices recordes de audiência registrados este mês na Copa do Mundo Feminina mostram que o futebol das mulheres está em alta. Agora, falta saber o quanto vale.

Um teste do potencial comercial dessa onda de popularidade é a decisão da Associação de Futebol (FA, na sigla em inglês) da Inglaterra de vender os direitos de transmissão dos jogos domésticos da liga feminina independentemente da competição masculina pela primeira vez, segundo uma fonte a par do assunto.

Os direitos da Women’s Super League (WSL) sempre foram agrupados com a FA Cup masculina. A WSL agora pode ser comercializada separadamente porque o futebol feminino ganhou popularidade nos últimos dois anos, disse a fonte, que pediu para não ser identificada porque as negociações de direitos são confidenciais.

Para dar impulso à liga feminina, a preferência pode ser por um acordo com emissoras de televisão aberta, como a British Broadcasting ou ITV, que poderiam atingir um público maior do que a TV paga.

“Como o futebol feminino está começando, não há escândalos de corrupção, tem bons exemplos e os ingressos para a temporada são mais baratos”, disse Minal Modha, da consultoria de pesquisa de mídia Ampere Analytics. “Você só precisa colocá-lo na frente do maior número de pessoas possível.”

Embora o contrato atual ainda seja válido por duas temporadas, as negociações de renovação vão começar logo após o término da Copa do Mundo Feminina, em 7 de julho. A FA não quis informar quanto recebe dos direitos atuais da WSL.

Por enquanto, os fãs precisam se alternar entre um conjunto confuso de plataformas, com alguns jogos sendo exibidos pelos canais de TV paga da BT, outros em canais digitais secundários da BBC e o restante transmitido ao vivo pelo Facebook. A BT disse que seus jogos da WSL atraem uma média de 57 mil telespectadores em comparação com 990 mil das partidas da Premier League.

Os direitos vão aumentar muito pouco em relação ao que é gasto na Premier League masculina, a competição de futebol mais cara do mundo, que fatura mais de 3 bilhões de libras (US$ 3,82 bilhões) por ano com as emissoras.

Os jogadores da Premier League levam para casa uma média de 2,64 milhões de libras por ano – quase cem vezes mais do que as 26,752 libras pagas a uma jogadora com salário médio da WSL, segundo dados da pesquisa de 2017 da Global Player.

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Brasil é eliminado da Copa feminina ao perder nas oitavas para a França

O Brasil foi eliminado da Copa do Mundo feminina ao perder nas oitavas de final para a França na prorrogação, neste domingo, em Le Havre.

Valerie Gauvin abriu o placar para a França no segundo tempo (52) e o Brasil empatou por meio de Thaisa (63), mas o gol de Amandine Henry na prorrogação (106) enterrou as chances brasileiras. As anfitriãs vão enfrentar na sexta-feira, nas quartas de final, o vencedor do duelo entre Estados Unidos e Espanha na segunda-feira em Reims.

Batalha acirrada

A partida, em uma noite de domingo no verão francês que acaba de começar, era guardada como uma festa do futebol e se tornou uma batalha acirrada.

De um lado o Brasil apostava na qualidade de suas atacantes enquanto que a França, embora organizada, tinha dificuldades de chegar à meta brasileira.

O Brasil teve sua melhor chance no primeiro tempo em uma bela jogada. Cristiane tocou de calcanhar para Debinha, que devolveu a bola para que ela chutasse sem ângulo mas a goleira Sarah Bouhaddi evitou o gol (44).

Para a França o única jeito de penetrar era pela ponta direita, onde a lateral esquerda brasileira Tamires teve um dia péssimo.

Muito fraca nos duelos, aos 23 minutos foi superada por Kadidiatou Diani, que cruzou para que Valerie Gauvin desviasse para o fundo das redes. Mas ela atingiu a goleira Barbara e, depoi de uma consulta ao VAR, o gol foi anulado.

O calor era intenso em Le Havre, e as faltas constantes tampouco contribuíram para um bom espetáculo. Mas após o intervalo a França voltou decidida a impor seu estilo, com Diani comandando as ações. E foi dos pés dela que teve início o primeiro gol

Empate e prorrogação

Aos sete minutos do segundo tempo, Diani avançou em velocidade pela direita, passou por Tamires e seu cruzamento foi parar na pequena área nos pés de Gauvin que se jogou e empurrou para o fundo das redes.

A partida ficou mais aberta e movimentada. Após o gol, o Brasil respondeu com uma cabeçada de Cristiane após um cruzamento de Marta mas Bouhaddi defendeu (55).

Os ataques se sucediam dos dois lados. Le Sommer arriscou um chute que acabou sendo desviado por sua companheira Gauvin (62).

Na jogada seguinte, o Brasil empatou. Thaisa aproveitou uma sobra após um cruzamento de Debinha e chutou colocado. Sua comemoração foi interrompida por uma consulta ao VAR devido a um possível impedimento. Mas o gol foi confirmado. Após esses minutos agitados, o cansaço tomou conta das duas equipes e a partida foi para a prorrogação.

Logo no início o Brasil perdeu sua artilheira Cristiane, que sentiu a coxa após tentar marcar do meio de campo. Ela saiu chorando e foi substituída pela jovem de 21 anos Geyse.

E no começo do segundo tempo da prorrogação, veio o gol da classificação francesa. Majri bateu uma falta da direita e Henry recebeu livre na pequena área mandando para dentro do gol.

Cansada e errando passes, a seleção brasileira não teve forças para empatar e forçar uma decisão nos pênaltis.

Apesar da eliminação, fica o consolo de uma campanha digna de um time que entrou desacreditado na competição (após nove derrotas seguidas) e lutou o tempo todo.

Após a partida, Marta se emocionou e resumiu o sentimento da seleção: “É um momento especial e a gente tem que aproveitar. Digo isso no sentido de valorizar mais. Valorize. A gente pede tanto, pede apoio, mas a gente também precisa valorizar. A gente está sorrindo aqui e acho que é esse o primordial, ter que chorar no começo para sorrir no fim”.

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Brasil desafia favoritismo da anfitriã França nas oitavas da Copa do Mundo

São Paulo – Com uma campanha até agora marcada pela conquista de marcas pessoais, a seleção brasileira feminina entra em campo neste domingo, a partir das 16 horas (de Brasília), para encarar o desafio de enfrentar a favorita e anfitriã França pelas oitavas de final, sabendo que precisará de um bom jogo coletivo para alcançar um novo feito, deixando o Stade Óceane, em Le Havre, classificado à próxima fase.

No mais equilibrado grupo desta edição do Mundial, a seleção avançou em terceiro lugar em uma chave em que três equipes se classificaram com seis pontos, tendo vencido com tranquilidade a Jamaica (3 a 0), sofrido uma dura derrota para a Austrália (3 a 2) após abrir dois gols de vantagem, e obtido a classificação com a difícil vitória sobre a Itália (1 a 0).

Nesses compromissos, algumas jogadoras da seleção atingiram feitos marcantes. Foi o caso de Cristiane, que marcou três vezes contra a Jamaica, de Formiga, ao se tornar a única jogadora a disputar sete edições do Mundial, e, principalmente, de Marta, que, com seus dois gols de pênalti, se transformou na maior artilheira da história das Copas com 17, um a mais do que o alemão Miroslav Klose.

O brilho desses talentos tornam o Brasil um adversário respeitado por qualquer oponente no cenário mundial. Mas a equipe sabe que precisa minimizar os erros cometidos nos compromissos anteriores para superar uma das equipes que avançou às oitavas de final com três vitórias.

“Chegamos em uma fase que não dá mais para cometer erros, agora quem perder volta pra casa. Então acho que temos que impor o nosso melhor futebol, não tem que ter medo de nada, temos que enfrentar de igual pra igual. E vamos pra cima!”, prometeu Cristiane, artilheira do Brasil no Mundial com quatro gols marcados.

Além de encarar as anfitriãs, a seleção precisará deixar para trás o retrospecto negativo de nunca ter vencido a França. As seleções se encontraram no Mundial de 2003, com empate por 1 a 1. Depois disso, as equipes fizeram sete amistosos, com cinco vitórias e dois empates.

Embora neste Mundial os problemas físicos venham sendo uma rotina na seleção, o tempo de preparação entre a vitória sobre a Itália, na última terça, e o confronto deste domingo, dá a Vadão a esperança de contar com um time mais inteiro contra a França.

A expectativa do treinador e do departamento médico é de que Marta enfim suporte os 90 minutos, após se recuperar de lesão que a deixou de fora da estreia contra a Jamaica – depois só atuou no primeiro tempo diante das australianas e foi substituída na etapa final do confronto com as italianas. Além disso, Formiga retorna ao meio-campo após cumprir suspensão no compromisso anterior, também tendo se aproveitado do período em que ficou sem atuar para se livrar de dores no tornozelo.

Rival neste domingo, a França é a quarta colocada no ranking da Fifa, seis posições à frente da seleção. E joga em casa com a possibilidade e a pressão de carregar o sonho de “unificar” os títulos mundiais feminino, que nunca venceu, e masculino com suas seleções.

Na história do Mundial Feminino, o quarto lugar em 2011 é o melhor resultado alcançado pela França. Mas agora busca repetir o sucesso do seu principal clube com a seleção. É o caso do Lyon, vencedor das últimas quatro edições da Liga dos Campeões e base da equipe dirigida por Corinne Diacre, com seis das 11 titulares sendo da equipe.

Esse cenário torna a França favorita a triunfar diante do Brasil, avançando para um aguardado e provável confronto com os Estados Unidos, outra destaque da fase de grupos do Mundial e que na segunda-feira enfrentará a Espanha nas oitavas de final, em Reims.

Mas o favoritismo francês, e a expectativa de sua confirmação em um estádio lotado em Le Havre, poderá ser explorado pela seleção brasileira. “O peso está mais nas costas delas do que nas nossas. Acho até que isso vai ser ótimo para nós”, afirmou a zagueira Kathellen, que atua no futebol francês, no Bordeaux, esperançosa em aproveitar o status de azarão para frustrar as donas da casa no Mundial.

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