Brasil é eliminado da Copa feminina ao perder nas oitavas para a França

O Brasil foi eliminado da Copa do Mundo feminina ao perder nas oitavas de final para a França na prorrogação, neste domingo, em Le Havre.

Valerie Gauvin abriu o placar para a França no segundo tempo (52) e o Brasil empatou por meio de Thaisa (63), mas o gol de Amandine Henry na prorrogação (106) enterrou as chances brasileiras. As anfitriãs vão enfrentar na sexta-feira, nas quartas de final, o vencedor do duelo entre Estados Unidos e Espanha na segunda-feira em Reims.

Batalha acirrada

A partida, em uma noite de domingo no verão francês que acaba de começar, era guardada como uma festa do futebol e se tornou uma batalha acirrada.

De um lado o Brasil apostava na qualidade de suas atacantes enquanto que a França, embora organizada, tinha dificuldades de chegar à meta brasileira.

O Brasil teve sua melhor chance no primeiro tempo em uma bela jogada. Cristiane tocou de calcanhar para Debinha, que devolveu a bola para que ela chutasse sem ângulo mas a goleira Sarah Bouhaddi evitou o gol (44).

Para a França o única jeito de penetrar era pela ponta direita, onde a lateral esquerda brasileira Tamires teve um dia péssimo.

Muito fraca nos duelos, aos 23 minutos foi superada por Kadidiatou Diani, que cruzou para que Valerie Gauvin desviasse para o fundo das redes. Mas ela atingiu a goleira Barbara e, depoi de uma consulta ao VAR, o gol foi anulado.

O calor era intenso em Le Havre, e as faltas constantes tampouco contribuíram para um bom espetáculo. Mas após o intervalo a França voltou decidida a impor seu estilo, com Diani comandando as ações. E foi dos pés dela que teve início o primeiro gol

Empate e prorrogação

Aos sete minutos do segundo tempo, Diani avançou em velocidade pela direita, passou por Tamires e seu cruzamento foi parar na pequena área nos pés de Gauvin que se jogou e empurrou para o fundo das redes.

A partida ficou mais aberta e movimentada. Após o gol, o Brasil respondeu com uma cabeçada de Cristiane após um cruzamento de Marta mas Bouhaddi defendeu (55).

Os ataques se sucediam dos dois lados. Le Sommer arriscou um chute que acabou sendo desviado por sua companheira Gauvin (62).

Na jogada seguinte, o Brasil empatou. Thaisa aproveitou uma sobra após um cruzamento de Debinha e chutou colocado. Sua comemoração foi interrompida por uma consulta ao VAR devido a um possível impedimento. Mas o gol foi confirmado. Após esses minutos agitados, o cansaço tomou conta das duas equipes e a partida foi para a prorrogação.

Logo no início o Brasil perdeu sua artilheira Cristiane, que sentiu a coxa após tentar marcar do meio de campo. Ela saiu chorando e foi substituída pela jovem de 21 anos Geyse.

E no começo do segundo tempo da prorrogação, veio o gol da classificação francesa. Majri bateu uma falta da direita e Henry recebeu livre na pequena área mandando para dentro do gol.

Cansada e errando passes, a seleção brasileira não teve forças para empatar e forçar uma decisão nos pênaltis.

Apesar da eliminação, fica o consolo de uma campanha digna de um time que entrou desacreditado na competição (após nove derrotas seguidas) e lutou o tempo todo.

Após a partida, Marta se emocionou e resumiu o sentimento da seleção: “É um momento especial e a gente tem que aproveitar. Digo isso no sentido de valorizar mais. Valorize. A gente pede tanto, pede apoio, mas a gente também precisa valorizar. A gente está sorrindo aqui e acho que é esse o primordial, ter que chorar no começo para sorrir no fim”.

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Brasil desafia favoritismo da anfitriã França nas oitavas da Copa do Mundo

São Paulo – Com uma campanha até agora marcada pela conquista de marcas pessoais, a seleção brasileira feminina entra em campo neste domingo, a partir das 16 horas (de Brasília), para encarar o desafio de enfrentar a favorita e anfitriã França pelas oitavas de final, sabendo que precisará de um bom jogo coletivo para alcançar um novo feito, deixando o Stade Óceane, em Le Havre, classificado à próxima fase.

No mais equilibrado grupo desta edição do Mundial, a seleção avançou em terceiro lugar em uma chave em que três equipes se classificaram com seis pontos, tendo vencido com tranquilidade a Jamaica (3 a 0), sofrido uma dura derrota para a Austrália (3 a 2) após abrir dois gols de vantagem, e obtido a classificação com a difícil vitória sobre a Itália (1 a 0).

Nesses compromissos, algumas jogadoras da seleção atingiram feitos marcantes. Foi o caso de Cristiane, que marcou três vezes contra a Jamaica, de Formiga, ao se tornar a única jogadora a disputar sete edições do Mundial, e, principalmente, de Marta, que, com seus dois gols de pênalti, se transformou na maior artilheira da história das Copas com 17, um a mais do que o alemão Miroslav Klose.

O brilho desses talentos tornam o Brasil um adversário respeitado por qualquer oponente no cenário mundial. Mas a equipe sabe que precisa minimizar os erros cometidos nos compromissos anteriores para superar uma das equipes que avançou às oitavas de final com três vitórias.

“Chegamos em uma fase que não dá mais para cometer erros, agora quem perder volta pra casa. Então acho que temos que impor o nosso melhor futebol, não tem que ter medo de nada, temos que enfrentar de igual pra igual. E vamos pra cima!”, prometeu Cristiane, artilheira do Brasil no Mundial com quatro gols marcados.

Além de encarar as anfitriãs, a seleção precisará deixar para trás o retrospecto negativo de nunca ter vencido a França. As seleções se encontraram no Mundial de 2003, com empate por 1 a 1. Depois disso, as equipes fizeram sete amistosos, com cinco vitórias e dois empates.

Embora neste Mundial os problemas físicos venham sendo uma rotina na seleção, o tempo de preparação entre a vitória sobre a Itália, na última terça, e o confronto deste domingo, dá a Vadão a esperança de contar com um time mais inteiro contra a França.

A expectativa do treinador e do departamento médico é de que Marta enfim suporte os 90 minutos, após se recuperar de lesão que a deixou de fora da estreia contra a Jamaica – depois só atuou no primeiro tempo diante das australianas e foi substituída na etapa final do confronto com as italianas. Além disso, Formiga retorna ao meio-campo após cumprir suspensão no compromisso anterior, também tendo se aproveitado do período em que ficou sem atuar para se livrar de dores no tornozelo.

Rival neste domingo, a França é a quarta colocada no ranking da Fifa, seis posições à frente da seleção. E joga em casa com a possibilidade e a pressão de carregar o sonho de “unificar” os títulos mundiais feminino, que nunca venceu, e masculino com suas seleções.

Na história do Mundial Feminino, o quarto lugar em 2011 é o melhor resultado alcançado pela França. Mas agora busca repetir o sucesso do seu principal clube com a seleção. É o caso do Lyon, vencedor das últimas quatro edições da Liga dos Campeões e base da equipe dirigida por Corinne Diacre, com seis das 11 titulares sendo da equipe.

Esse cenário torna a França favorita a triunfar diante do Brasil, avançando para um aguardado e provável confronto com os Estados Unidos, outra destaque da fase de grupos do Mundial e que na segunda-feira enfrentará a Espanha nas oitavas de final, em Reims.

Mas o favoritismo francês, e a expectativa de sua confirmação em um estádio lotado em Le Havre, poderá ser explorado pela seleção brasileira. “O peso está mais nas costas delas do que nas nossas. Acho até que isso vai ser ótimo para nós”, afirmou a zagueira Kathellen, que atua no futebol francês, no Bordeaux, esperançosa em aproveitar o status de azarão para frustrar as donas da casa no Mundial.

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Kathellen nega que seleção tenha medo da França: “O Brasil tem nome”

Le Havre – Os resultados da primeira fase do Mundial Feminino colocaram a anfitriã França no caminho da seleção brasileira nas oitavas de final. A equipe francesa é tida como uma das favoritas ao título do torneio, mas não intimida as brasileiras. Ao menos é o que garante a zagueira Kathellen.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, em Le Havre, palco do duelo, marcado para o próximo domingo, às 16 horas (de Brasília), a zagueira foi enfática ao ser perguntada por um jornalista local se o Brasil estaria com medo de encarar as francesas e disse que o time treinado por Vadão está preparado para o confronto

“Porque estaria? Acredito que o Brasil é um grande time, e nós não devemos ter medo da seleção da França. O Brasil tem nome também e vamos estar preparadas”, afirmou a jogadora.

Estreante em Mundiais, Kathellen construiu sua carreira fora do Brasil e assumiu a titularidade na seleção brasileira depois do corte de Erika poucos dias antes da estreia. Ela forma parceira com Mônica na retaguarda da equipe de Vadão.

Atualmente, veste a camisa do Bordeaux e, por isso, conhece algumas jogadoras que enfrentará no domingo.”Ter a experiência de jogar contra elas no Bordeaux me ajuda um pouco. A seleção brasileira estará preparada. Nós trocamos dicas com o Vadão e entre nós mesmas. Queremos saber por onde cada menina joga, se são rápidas ou não. Sempre tem esses papos e é importante colocar os detalhes”, destacou.

Kathellen reconheceu a qualidade da França, mas afirmou que o fato de jogar em casa, diante de milhares de torcedores, pode atrapalhar as anfitriãs. A defensora entende que a maior obrigação de vencer é da seleção europeia e as brasileiras podem se aproveitar disso no duelo pelas oitavas de final.

“O peso está mais nas costas delas do que nas nossas. Acho até que vai ser ótimo para nós. Eu acho que a seleção francesa toda é muito boa. O individual é muito bom, mas, ainda assim, estamos focadas no time como um todo”, analisou.

Onde assistir

A partida entre Brasil e França será transmitida ao vivo pela TV Globo e Rede Bandeirantes, na televisão aberta. Nos canais fechados, o jogo pode ser visto pelo SporTV. Os lances também serão divulgados em aplicativos e sites, com cobertura em tempo real.

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Médico da seleção diz que Marta e Formiga podem jogar 90 minutos

Lille, França – A seleção brasileira feminina de futebol espera contar com suas principais jogadoras para o duelo deste final de semana pelas oitavas de final do Mundial, que está sendo realizado na França.

Nesta quinta-feira (20), em Lille, após o primeiro treinamento depois da classificação com a vitória sobre a Itália, profissionais do departamento médico conversaram com a imprensa e se mostraram confiantes de que a atacante Marta e a volante Formiga poderão jogar os 90 minutos.

Craque da seleção, Marta se recuperou de lesão na coxa esquerda, participou das duas últimas partidas e fez um gol de pênalti em cada. Porém, contra a Austrália e contra a Itália, ainda não disputou um jogo completo. Já Formiga sofreu uma leve entorse no tornozelo esquerdo na derrota para as australianas, no último dia, e cumpriu suspensão ao mesmo tempo contra as italianas.

“Para o jogo eu acho que a Formiga tem condição de ir, a gente está bem confiante quanto a isso. Hoje (quinta-feira) é o primeiro dia dela (treinando) no campo e ainda teremos amanhã (sexta) e provavelmente o sábado. Mas mesmo se o jogo for no sábado, dá para ela ir”, disse Nemi Sabeh, médico da seleção, que na sequência explicou a situação de Marta.

“A evolução gradativa do retorno ao futebol não pode ser de imediato jogar os 90 minutos. Isso é uma proteção. Aguentar ela aguenta, mas eu não consigo trazê-la para um jogo completo, com alta performance, se ela ainda tiver um desconforto. Começamos com 45 minutos, depois com 60, e é provável que no terceiro ela consiga jogar o jogo todo. É um jogo de mata-mata e nós queremos ver a Marta sangrando dentro de campo. Isso é o ideal”, comentou o médico.

Além de Marta e Formiga, a seleção já teve problemas físicos com várias jogadoras – casos, por exemplo, da zagueira Erika e da atacante Andressa Alves -, que causaram cortes antes e durante o Mundial. A comissão técnica está em alerta, mas o departamento médico explicou que as lesões são causadas por diversos fatores, não apenas pela preparação física.

“A lesão muscular a gente pode prevenir com inúmeras circunstâncias. Mas a linha de treinamento físico para alto rendimento é uma linha muito tênue entre uma grande performance e uma lesão. Ninguém treina para não machucar. Todo mundo treina para ganhar performance. E as lesões vão acontecer agora, não lá atrás”, disse Nemi Sabeh.

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Seleção feminina conhecerá rival nas oitavas de final na quinta

Paris – O empate por 3 a 3 entre Argentina e Escócia, nesta quarta-feira (19), em Paris, adiou para esta quinta a definição do adversário do Brasil nas oitavas de final do Mundial Feminino.

O time terá de esperar os quatro jogos do dia que encerram os Grupos E e F. Duas seleções podem cruzar o caminho do Brasil: a Alemanha, campeã olímpica, e a França, dona da casa. Se as argentinas tivessem vencido nesta quarta-feira, o próximo rival do time comandado pelo técnico Vadão estaria definido e seria a França.

Se o confronto for diante das francesas, ele será no domingo, às 16 horas (de Brasília), em Le Havre. Caso a partida das oitavas de final seja diante da Alemanha, o duelo decisivo da seleção brasileira será no sábado, às 12h30, em Grenoble.

A equipe brasileira se classificou como terceiro colocado do Grupo C ao vencer a Itália por 1 a 0, na última terça-feira. Resta definir a posição em que estará na classificação geral para saber quem vai encarar na próxima etapa. As jogadoras dizem que não é hora de escolher rival e que estão prontas para a partida que tiverem de encarar.

Das 15 combinações possíveis de resultados envolvendo os quatro melhores terceiros colocados, apenas uma colocaria frente a frente Brasil e Alemanha nas oitavas de final. Por outro lado, a possibilidade de o terceiro colocado do Grupo C (Brasil) encarar o líder do grupo A (França) é de 60% – este é o panorama em nove dos 15 cenários possíveis de classificação.

Quatro confrontos fecham a primeira fase do Mundial nesta quinta-feira. O Grupo E será encerrado com os duelos Camarões x Nova Zelândia e Holanda x Canadá, ambos às 13 horas (de Brasília). Já o Grupo F terá as partidas Suécia x Estados Unidos e Tailândia x Chile, que começam às 16h.

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Com gol de vitória, Marta supera Klose e é a maior artilheira das Copas

São Paulo — A seleção brasileira feminina de futebol venceu a Itália por 1 a 0 nesta terça-feira (18) em Valenciennes, na França. O resultado da partida foi definido com um gol da camisa 10 do time, Marta, e leva o Brasil para as oitavas de final da Copa do Mundo.

Além disso, a jogadora marcou seu 17º gol em Copas do Mundo e ultrapassou o alemão Miroslav Klose, tornando-se a maior artilheira da história do torneio.

Marta, que começou o jogo entre as titulares, participou da disputa usando um batom escuro. “Muito feliz pela vitória principalmente. Quebrar recordes é algo que acontece naturalmente quando se dedica e se trabalha com amor. Dedico às mulheres. A gente representa todas elas e busca fazer o nosso melhor sempre”, afirmou Marta, eleita seis vezes a melhor do mundo e que marcou pela segunda vez neste torneio – seu outro gol havia saído na derrota por 3 a 2 para a Austrália.

Antes, Marta havia ficado de fora da estreia do Brasil no Mundial, a vitória por 3 a 0 sobre a Jamaica. Ainda sem estar nas melhores condições físicas, foi substituída durante a etapa final do confronto com a Itália, algo que também havia acontecido contra a Austrália, quando também havia conseguido um feito, se tornando a primeira atleta, entre homens e mulheres, a marcar em cinco edições diferentes da Copa.

“Digo que a gente está quebrando muitas barreiras, e esse recorde representa bastante, porque não é só a jogadora Marta, mas as mulheres. Em um esporte que ainda é masculino para muitos, temos uma mulher como a maior artilheira das Copas. É para todas elas”, acrescentou.

O time brasileiro dependia apenas do empate para se classificar às oitavas de final. Mas, mesmo com uma derrota, ainda teria chance de continuar na busca pelo título.

Agora, o próximo adversário das brasileiras ainda será definido em função de resultados de outros jogos, mas existe a possibilidade de o Brasil enfrentar a França, anfitriã do torneio.

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Copa do Mundo: nestas empresas, hoje é dia de torcer pela seleção feminina

São Paulo – Para Hugo Pereira, integrante da equipe de efetividade de vendas na Merck, futebol é futebol, não importa o gênero de quem está jogando.

O torcedor do São Paulo aproveita para acompanhar os jogos do time feminino e masculino e vibrou quando soube que seria liberado para assistir aos jogos da seleção brasileira durante a Copa do Mundo.

“Foi uma surpresa para mim, já estava me planejando e tentando marcar home office para os dias dos jogos. Realmente é a hora de dar mais visibilidade para a seleção feminina, que já é bacana há anos”, comenta ele.

A Copa do Mundo de futebol feminina, disputada na França, está em sua oitava edição, mas é a primeira transmitida na televisão aberta, pela Rede Globo. Nesta terça-feira, 18, as jogadoras entram em campo contra a Itália, na rodada final da fase de grupos.

Além de disponibilizar um telão para transmissão dos jogos nos escritório de Cotia, São Paulo, Barueri e Rio de Janeiro, com direito a pipoca e decorações com as cores do Brasil, os funcionários da Merck foram estimulados a prestigiar a seleção e torcer.

Thais Motta, gerente de trade marketing, ficou muito orgulhosa da empresa dar o mesmo destaque para os jogos agora que deu para a seleção masculina.

“Eu compartilhei nas redes sociais e muitos amigos comentaram que queriam que suas empresas fizessem igual. Acho que a medida vai muito de encontro com tudo o que a empresa faz de valorização das mulheres e passa uma mensagem forte na prática”, fala ela.

Para ela, poder torcer pelas jogadoras no trabalho vai muito além do futebol no momento, dando atenção para questões como desigualdade salarial, investimento no esporte e o respeito para as profissionais.

Da Marta, capitã da seleção e eleita melhor jogadora do mundo, mostrando sua chuteira sem patrocínio e com símbolo da igualdade no esporte à seleção australiana que tem o salário equiparado ao de seus colegas homens, o torneio deste ano exemplificado a luta e o longo caminho para igualdade no mercado de trabalho.

“Eu vi uma piada falando que se as pessoas fossem espertas, teríamos Copa a cada dois anos. Essa visibilidade acontece em um momento de empoderamento das mulheres. Como torcedora do Botafogo, vou questionar sobre a criação de um time feminino também”, diz a Thais.

Para Natasha Martins, líder de oncologia e do projeto “Women in Leadership” na Merck, os funcionários terem elogiado a iniciativa como coerente com as políticas da empresa mostra que eles estão no caminho certo.

“Queremos ter a equidade entre homens e mulheres na liderança até 2023. Dar o mesmo destaque para as duas seleções faz parte dessa meta, pois é uma questão importante para a sociedade. Nós temos que parar para ver as mulheres jogando também”, explica ela.

Com essa política global, aqui no Brasil, a empresa passou de 32% de mulheres em posições de liderança em 2015 para 43% em 2018.

A líder de Recursos Humanos da Merck Brasil, Edise Toreta, ressalta que promoção da diversidade, empoderamento e a colaboração são competências chave da empresa, e que tem toda a relação com a Copa do Mundo no escritório.

Eles não estão sozinhos. A prefeitura de São Paulo liberou seus servidores nos dias de jogos do Brasil. Para o jogo desta terça contra a Itália, às 16h, a agência de marketing digital Raccoon planeja estender a comemoração para um happy hour. Nas fábricas e no escritório da Kimberly-Clark, os funcionários poderão assistir às partidas, com pipoca, refrigerante e sucos.

As ações se multiplicam por diversas empresas, como na Sanofi, O Boticário, Visa, Unilever Brasil, Votorantim Cimentos e S.A., Corteva, Guaraná Antarctica, Athié Wohnrath, Maria Filó, Cabify, KingHost, Locaweb, entre outras.

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Brasil x Itália: como assistir ao 3º jogo da seleção na Copa do Mundo

A seleção brasileira vai enfrentar a Itália nesta terça-feira (18), às 16h, em Valenciennes, na França, pela terceira rodada da Copa do Mundo. No grupo C, o time precisa apenas de um empate para avançar às oitavas de final, mas também pode passar de fase mesmo se perder a partida.

Contudo, caso o resultado seja negativo para as brasileiras, a equipe vai depender de uma combinação de resultados de outros jogos para continuar no torneio. Sendo assim, com uma vitória ou um empate com a Itália, o Brasil vai às oitavas. Com uma derrota, a seleção precisa esperar até a próxima quinta-feira (20) para saber se continua ou não na disputa pelo título.

No último jogo, o Brasil perdeu de virada para a Austrália por 3 a 2. Marta, camisa 10 do time, não vai participar da partida contra a Itália porque está suspensa. A seleção italiana já está classificada para a próxima fase e busca, na disputa contra o Brasil, a primeira posição no grupo C.

Como assistir

O jogo será transmitido na televisão aberta na Globo e na Band. Já nos canais fechados, a partida passará no SporTV. Aplicativos e sites também farão a cobertura em tempo real da disputa.

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Brasil encara Itália na Copa do Mundo feminina e busca vaga nas oitavas

Brasil e Itália, donos de cinco e quatro títulos mundiais no futebol masculino, mas nenhum no feminino, enfrentam-se nesta terça-feira, 18, em Valenciennes, na Copa do Mundo da França-2019, com diferentes objetivos: as brasileiras querem garantir uma vaga nas oitavas, enquanto as italianas buscam selar o 1º lugar no Grupo C.

Na mesma hora, Jamaica, que não pontuou, e Austrália, que tem três pontos como o Brasil, duelam em Grenoble.

Surpresa do grupo, a Itália precisa apenas de um empate para garantir a vaga nas oitavas como primeira colocada do grupo. Para as brasileiras, a matemática é um pouco mais complicada: podem se classificar na primeira, segunda ou terceira posição, mas também podem ser eliminadas.

Até os acréscimos do primeiro tempo contra a Austrália, na última quinta-feira, o Brasil caminhava nas nuvens. Estreou com uma vitória por 3 a 0 sobre a Jamaica e vencia por 2 a 0 as australianas, teoricamente suas grandes rivais na disputa pela primeira colocação do grupo.

A Austrália, porém, não se deu por satisfeita e pressionou até conseguir virar a partida, vencendo por 3 a 2 e deixando o Brasil em situação delicada.

O que aconteceu? Certamente as saídas de Formiga, líder do meio de campo, e Marta, estrela da seleção, mas que está longe de seu físico ideal, no intervalo desestabilizaram a equipe e derem forças para as adversárias.

O técnico Vadão justificou as saídas das duas veteranas afirmando que Marta estava cansada, após várias semanas afastada dos campos devido a uma lesão muscular, enquanto que Formiga precisou ser substituída após sofrer um golpe no pé esquerdo.

Formiga não joga

A meia de 41 anos havia levado um cartão amarelo, seu segundo no torneio, e estará suspensa do decisivo duelo contra a Itália. Deverá ser substituída por Luana, convocada de última hora, após a lesão de Adriana.

Já Marta, que contra a Austrália elevou seu recorde de gols em Copas do Mundo para 16, convertendo um pênalti, poderia ter novamente os minutos contados em campo.

Mas, diante de uma Itália empolgada e transformada em uma das grandes surpresas da Copa, é possível que Vadão tenha que apostar pesado na seis vezes melhor do mundo para apoiar a atacante Cristiane, autora de quatro gols em dois jogos.

Sem Formiga e com Marta machucada, Cristiane precisará dar as caras novamente e assumir a responsabilidade, assim como Andressa Alves e Debinha, que vêm fazendo boa Copa do Mundo na base da velocidade e habilidade pelas pontas do ataque.

A Itália, até então de nenhum renome no futebol feminino, surpreendeu o mundo ao vencer a Austrália, eterna candidata ao título, graças aos dois gols de Barbara Bonansea (2-1).

Em seguida, confirmou o bom momento goleando por 5 a 0 a Jamaica, com três gols de Cristiana Girelli e outros dois de Aurora Galli.

“Chegar ao terceiro jogo já classificadas e estar na primeira posição é incrível. Antes da Copa do Mundo, falávamos do sonho de passar da fase de grupos e enxergávamos a possibilidade de ficar no terceiro lugar, mas isso nos surpreendeu a todas”, admitiu Girelli.

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Marta se torna primeira jogadora a marcar gols em cinco edições da Copa

Montpellier — Ao abrir o placar do jogo no qual a seleção brasileira foi derrotada por 3 a 2 pela Austrália, nesta quinta-feira (13), em Montpellier, na França, Marta se tornou a primeira jogadora da história a marcar gols em cinco edições da Copa.

Ela anotou 16 gols ao total, sendo que já havia deixado sua marca nas edições de 2003, 2007, 2011 e 2015 do Mundial.

Porém, a melhor jogadora do mundo destacou que estaria mais feliz se tivesse alcançado a marca histórica com uma vitória. “Estaria me sentindo muito melhor com uma vitória. Isso (o fato de marcar gols pelo quinto Mundial consecutivo) é mais um detalhe escrito na história do futebol feminino. Estou honrada, mas há mais a fazer neste torneio”, disse a jogadora, que também não escondeu a decepção com o fato de a arbitragem, mesmo contando com o auxílio do VAR, não ter assinalado um pênalti sobre Andressa nos acréscimos do segundo tempo.

 

“Triste pelo resultado e por tudo que aconteceu no jogo, mas deixamos claro que temos capacidade de jogar de igual para igual contra qualquer adversário. Poderíamos ter saído com o empate se a árbitra marcasse o pênalti claríssimo, mas não podemos lamentar, porque é parte do jogo”, analisou.

Marta fez a sua estreia neste Mundial nesta quinta-feira, pois não atuou no primeiro jogo do Brasil, no domingo, contra a Jamaica, por ainda estar se recuperando de lesão muscular na coxa. E ela acabou precisando ser substituída após o primeiro tempo do duelo com a Austrália e não teve como cobrar, dentro de campo, que a arbitragem usasse o VAR para assinalar o pênalti cometido sobre Andressa.

“A Andressa, muito focada e sem querer perder tempo, deixou passar (o lance), mas isso não pode acontecer, porque, se tem a tecnologia, tem de favorecer pras duas equipes, e prejudicou a gente hoje”, lamentou.

Marta, porém, destacou que agora é “inútil lamentar o resultado” e lembrou que o Brasil precisa começar a projetar o duelo decisivo contra as italianas na terça-feira (18). “Ainda estamos lutando pelo nossa classificação e devemos nos concentrar nisso”, alertou.

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